A importância da correia dentada

18 out 2012                   0 Comentário

 

O condutor anda com seu carro pelas ruas da cidade, acelerando e freando, fazendo tudo como deve ser feito e, de repente, o carro desliga subitamente. O natural é tentar religá-lo, mas este poderia ser o principal erro a se cometer caso estejamos falando da quebra da correia dentada do motor. Essa talvez seja a parte mais importante da manutenção de um carro, devido à toda problemática que envolve sua quebra. Estamos falando de uma situação que pode fazer o motorista ter comprometido grande parte de sua máquina. Entenda:

A função da correia dentada

 

Um motor de carro tem duas partes que funcionam em plena sincronia de movimentos. Em uma máquina de quatro tempos (admissão, compressão, ignição e escapamento) é a correia dentada que correlaciona perfeitamente as aberturas e fechamentos das válvulas, de acordo com a subida e descida dos pistões. A peça fica localizada na lateral do motor, pegando nas polias do comando de válvula e do virabrequim. Para o pleno funcionamento existem esticadores que dão a tensão correta para que não haja folga.

Correia dentada é importante para o veículo

O rompimento da correia dentada, que se dá normalmente por excesso de uso, causa enormes problemas. O mais comum é acontecer o empeno das válvulas, que, por serem mais sensíveis, não resistem ao movimento bruto do virabrequim e faz o pistão ir de encontro a elas. Outro problema, e mais grave, é quando, por falta de conhecimento, o motorista tenta fazer o religamento do automóvel. Há nessa hora um forçamento muito grande. Isso se dá pela localização do motor de arranque, que fica junto ao volante do motor, que é ligado ao virabrequim. Neste momento o condutor pode estar danificando completamente o cabeçote e os pistões.

Isso mostra que a manutenção desta peça é fundamental não só para o bom funcionamento do equipamento, mas, também, para o bolso do motorista. Uma correção de uma quebra grave pode gerar custos de mais de R$ 1500 em um carro popular. O correto é fazer a substituição da correia entre 40 e 60 mil km. Em motores com 16v ou mais, o cuidado deve ser ainda maior, pois, normalmente, contam com dois comandos de válvula. A periodicidade deve ser respeitada, assim como em uma troca de óleo, ou rodízio de pneus.

Manutenção preventiva, a alma do negócio

 

Pode parecer recorrente e repetitivo, mas a quantidade de pessoas que quebram seus carros por falta de manutenção preventiva é muito grande. Deixar uma peça que sucumbe com mais de 40 mil km de uso é notória falta de percepção em relação ao automóvel. Faça uma tabela com tudo que foi trocado, marque a quilometragem do hodômetro no dia da substituição. Se o carro for zero, faça todas as revisões.

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